A primeira vez que ouvi o João Gilberto, foi a escutar "O Barquinho", de Roberto Menescal e Roberto Bôscoli. Deve ter sido aí por 1962, 1963, andava eu no instituto e havia um gira-discos numa sala ao fundo do refeitório, que tocava todo o dia uns discos que alguém tinha ali deixado. Era um single, mas tenho de não me lembrar da capa nem do que lá estava escrito. Mas da canção e do cantor nunca me esqueci. Fiquei fâ.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Um livro que eu li - Crónica do Rei Pasmado, de Gonzalo Torrente Ballester
(1910 - 1999)
Acabei de ler Crónica del rey pasmado ontem, primeiro dia do ano de 2018. Uma vista interessante sobre a história, normalmente apresentada de um modo excessivamente sisudo. Claro que os assuntos nela tratados por Torrente Ballester são muito sérios. Não estivessem envolvidos tantos padres, frades, jesuítas, abadessas e freiras. Mais o terrível Olivares, mascarado de Valido... Leiam, que gostam. Por vezes, o autor exagera no meio das hierarquias religiosas, e dos labirintos palacianos. Talvez exagere quando procura mostrar Filipe IV (III de Portugal) como um joguete das lutas de poder. Seria ele assim tão ingénuo?
Li-o na Colecção Essencial (n.º 17), da Leya - Livros RTP, 1917. A tradução de António Gonçalves, agora revista e corrigida, creio que já teve publicações anteriores. Na minha opinião, está muito boa. Dêem particular atenção ao prefácio do Daniel Sampaio.
Pedimos ao Rui Garrido, à Leya e quem mais de direito que não levem a mal a reprodução da capa.
Propomos que cliquem no link abaixo, agradecendo ao blogue Há Sempre Um Livro... à nossa espera, e à Cláudia de Sousa Dias, que não tenho o prazer de conhecer:
http://hasempreumlivro.blogspot.pt/2008/08/crnica-do-rei-pasmado-de-conzalo.html
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Um livro que eu li - As Duas Condessas, de Pedro Beltrão
Acabei de ler este livro anteontem, 26 de Dezembro. Trata da vida de duas senhoras, mãe e filha, Isabel e Mância, condessas da Subserra. Foi-me emprestado pelo Frank. Muito interessante, bem escrito, a acção decorre no período histórico das invasões francesas até ao fim das guerras liberais. Localiza-se em Portugal e França. Conto que me seja útil na preparação do próximo Encontro Imaginário, aqui em Vila Franca de Xira.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
UM LIVRO - HISTÓRIAS ROCAMBOLESCAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL, de JOÃO FERREIRA
Editor - A Esfera dos Livros
Ano da 3.ª edição - 2010
Autor do prefácio - Ferreira Fernandes
Leitura - Junho 2016
Nota - Muito informativo. Excelente para consulta e referência. Não se mete em polémicas, embora procure dar um cunho de originalidade e irreverência.
Propriedade - Jorge Lázaro
sábado, 24 de outubro de 2015
Um livro que eu li - RAVELSTEIN, de SAUL BELLOW
Um livro que eu li - HENDERSON, O REI DA CHUVA, de SAUL BELLOW
sábado, 25 de julho de 2015
Um Livro que eu Li - História da literatura americana - de Luís Eugénio Ferreira
1927 - 2015
Li este livro no mês de Julho corrente, com grande interesse. O autor faleceu recentemente em Santarém, onde vivia e foi professor. O livro foi publicado em 1960 pela Arcádia. Encontrei-o na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, onde estava no Depósito. Deverá ser integrado na secção de História de Literatura.
Um livro que eu li - Problemas Fundamentais da Teoria Literária, de Werner Krauss
1900 - 1976
Título original:
- Grundprobleme der Literaturwissenschaft. Rowohlt, Reinbek 1968
Li, em Junho de 2015, a versão portuguesa, da editorial Caminho. A tradução é de Manuela Ribeiro Sanches, e a edição data de 1989.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
LUSÍADAS, CANTO III, ESTROFE VI.
Entre a Zona que o Cancro senhoreia,
Meta Setentrional do Sol luzente,
E aquela que por fria se arreceia
Tanto, como a do meio por ardente,
Jaz a soberba Europa, a quem rodeia,
Pela parte do Arcturo e do Ocidente,
Com suas salsas ondas o Oceano,
E, pela Austral, o Mar Mediterrano.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Juicio moral de los cometas, de Francisco Quevedo
Francisco Gómez de Quevedo y Santibañez Villegas
1580 - 1645
Ningún cometa es culpado
ni hay signo de mala ley,
pues para morir penado,
la envidia basta al privado
y el cuidado sobra al rey.
De las cosas inferiores
siempre poco caso hicieron
los celestes resplandores;
y mueren porque nacieron
todos los emperadores.
Sin prodigios ni planetas
he visto muchos desastres,
y, sin estrellas, profetas:
mueren reyes sin cometas,
y mueren con ellas sastres.
De tierra se creen extraños
los príncipes deste suelo,
sin mirar que los más años
aborta también el cielo
cometas por los picaños.
El cometa que más brava
muestra crinada cabeza,
rey, para tu vida esclava,
es la desorden que empieza
el mal que el médico acaba.
Fui buscar este poema de Quevedo a uma antologia poética da Alianza Editorial, 1985, Madrid. Prólogo e selecção de Jorge Luis Borges.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
domingo, 16 de setembro de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Morre lentamente quem não viaja, por Pablo Neruda
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
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Poesia
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Um livro que eu li - "The Man who was Thursday", de G. K. Chesterton
A semana passada, vinha no avião de Madrid (dia 22 de Dezembro) conclui a leitura de The Man who was Thursday, de Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936). Dirão: que lugar para acabar de ler um livro! Mas foi o que aconteceu.
O livro teve a sua primeira publicação em 1908. A edição que li é a da Penguin Red Classic, de 2007. Tem um poema à entrada a dedicar o livro a Edmund Clerihew Bentley, outro escritor que creio ter ficado conhecido como E. C. Bentley. Ao fim do livro foi anexado um extracto de um artigo do autor, publicado no Illustrated London News em 13 de Junho de 1936, véspera da sua morte. Nesse extracto, Chesterton recorda a importância do título de um livro, e que o título deste é, na realidade, The Man who was Thursday: a Nightmare. Posto isto, trata-se de uma obra tremenda, extremamente irónica, com uma crítica demolidora ao activismo político. Sobretudo ao activismo em moldes de sociedades secretas. E, claro, à perseguição que a polícia lhes faz.
Convém não esquecer as propensões religiosas e políticas do autor, que obviamente descria das ideias mais revolucionárias e da natureza das pessoas. O seu fantástico sentido de humor permite-lhe tornear algumas dificuldades, como por exemplo na cena na aldeia francesa.
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