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sábado, 23 de outubro de 2010

Alain de Botton - dois livros que eu li

Concluí há dias a leitura de How Proust can change your life. O mês passado li The Consolations of Philosophy. Gostei bastante de ambos. Li os dois em traduções portuguesas editadas pela Dom Quixote. Alain de Botton é um filósofo que procura praticar a filosofia de todos os dias.

O primeiro foi editado no original em 1997, e a tradução data de 2009. Esta foi da responsabilidade de Sónia Oliveira, e não me pareceu má. Mas há um aspecto que me parece importante. O livro contém várias transcrições de Proust e de outros autores, como por exemplo de John Ruskin, e não há indicação das obras de onde foram tiradas. Custa-me a crer que no original não existissem essas indicações. De qualquer modo Alain de Botton consegue dar-nos facetas humanas de Proust muito vivas, com observações muito interessantes sobre a produção de obras de arte, nomeadamente, claro, de obras literárias. O exemplar que li pertence à Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.

O segundo foi editado no original em 2000, e a primeira edição da tradução data de 2001. Li a quarta edição, que data de 2008. O exemplar que li é meu. A tradução é da responsabilidade de Joaquim N. Gil, com revisão técnica de Maria Olga Afonso dos Reis. Pareceu-me bem feita, em geral.  Há notas ao fim, índice remissivo e outras indicações interessantes. Nas transcrições de Montaigne falhou referir os números do volume, do ensaio e da página. É um livro de grande interesse. Aborda a vida e obra de Sócrates, Epicuro, Séneca, Montaigne, Schopenhauer e Nietzche, procurando mostrar as suas facetas humanas, o valor das suas obras, e mostrar a utilidade destas para a vida de todos os dias. 

Em ambos os livros, Alain de Botton atinge o objectivo de aproximar de nós, público em geral, matérias de elevado interesse intelectual. Usem o link acima para contactar o seu site e saber mais detalhes sobre a sua pessoa e o seu trabalho. 

sábado, 14 de agosto de 2010

A Peste, de Camus

Li A Peste, de Albert Camus. Trata-se de um livro notável, digo-o aqui apenas para enfatizar, porque é muito conhecido, mas talvez menos lido. Elaborei um texto curto sobre o livro e o autor, que enviei para o blogue Estrolábio, onde saiu ontem, dia 13 de Agosto de 2010 (http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/um-livro-que-eu-li-peste-de-albert.html). A minha leitura foi na Collection Folio, da Gallimard, numa edição de 1972, com 309 páginas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Maquiavel - La Mandragola

Li La Mandragola, na tradução portuguesa de Carmen González, publicada em 1970 pela Editorial Estampa (colecção Clássicos de Bolso). Tem uma interessante introdução feita pelo então Adido Cultural da Embaixada de Itália em Lisboa, Riccardo Averini, que sublinha a vitalidade e universalidade desta comédia, que ainda hoje é perfeitamente representável. Cita Macaulay, que achava que Maquiavel se tivesse dedicado exclusivamente ao teatro, teria sido um dos maiores dramaturgos de todos os tempos.E termina referindo que os grandes escritores portugueses do século XIX se interessaram por Maquiavel, e mostraram uma grande compreensão pela sua obra.

Capa da edição portuguesa de 1970  
 Editorial Estampa

La Mandragola foi publicada em 1518. Terá sido escrita cerca de 1512, quando Maquiavel preparava De principatibus (nome original de O Príncipe). Trata-se de uma comédia de costumes, sobre um jovem que procura seduzir uma jovem, história que talvez fosse banal se esta não estivesse casada com um velho rico e tonto. Praticando uma série de vilanias, e com o apoio de gente pouco recomendável, os jovens vencem as barreiras que os separam. Melhor dito: o jovem consegue o seu intuito, com o consentimento da jovem. Maquiavel faz uma crítica cerrada à sociedade em que vive, começando pelos casamentos por interesse e pela condição feminina (desculpem, mas está bem claro que Maquiavel não concorda com o tratamento das mulheres como mercadoria), continuando pela venalidade dos costumes e acabando na ignorância generalizada.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

El Sol de Breda

El Sol de Breda. Acabei de ler este livro de Arturo Pérez-Reverte. Enviei nota para o blogue Estrolábio, pedindo ao meu amigo Carlos Loures que a editasse. Ficou com o endereço seguinte:

http://estrolabio.blogspot.com/2010/05/el-sol-de-breda-um-livro-que-eu-li.html.