quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Segunda Viagem de Sinbad - When it was the Five Hundred and forty-fifth night


She said, it hath reached me, O auspicious King, that Sindbad
the Seaman continued his relation of what befel him in the
Mountain of Diamonds, and informed them that the merchants
cannot come at the diamonds save by the device aforesaid. So,
when I saw the slaughtered beast fall (he pursued) and bethought
me of the story, I went up to it and filled my pockets and shawlgirdle
and turband and the folds of my clothes with the choicest
diamonds ; and, as I was thus engaged, down fell before me another
great piece of meat Then with my unrolled turband and lying
on my back, I set the bit on my breast so that I was 'hidden by
the meat, which was thus raised above the ground Hardly had I
gripped it, when an eagle swooped down upon the flesh and,
seizing it with his talons, flew up with it high in air and me clinging thereto, and ceased not its flight till it alighted on the head of one of the mountains where, dropping the carcass he fell to rending 20 AIf Laylak wa Laylah.
It ; but, behold, there arose behind him a great noise of shouting
and clattering of wood, whereat the bird took fright and flew away.
Then I loosed off myself the meat, with clothes daubed with blood
therefrom, and stood up by its side ; whereupon up came the
merchant, who had cried out at the eagle, and seeing me standing
there, bespoke me not, but was affrighted at me and shook with
fear. However, he went up to the carcass and turning it over,
found no diamonds sticking to it, whereat he gave a great cry and
exclaimed, "Harrow, my disappointment ! There is no Majesty
and there is no Might save in Allah with whom we seek refuge
from Satan the stoned !
" And he bemoaned himself and beat
hand upon hand, saying,
"
Alas, the pity of it ! How cometh
this ?
" Then I went up to him and he said to me,
" Who art
thou and what causeth thee to come hither ?
" And I,
" Fear not,
I am a man and a good man and a merchant. My story is a
wondrous and my adventures marvellous and the manner of my
coming hither is prodigious. So be of good cheer, thou shalt
receive of me what shall rejoice thee, for I have with me great
plenty of diamonds and I will give thee thereof what shall suffice
thee ; for each is better than aught thou couldst get otherwise. So
fear nothing." The man rejoiced thereat and thanked and blessed
me ; then we talked together till the other merchants, hearing me'
in discourse with their fellow, came up and saluted me ; for each
of them had thrown down his piece of meat. And as I went off
with them I told them my whole story, how I had suffered hardships
at sea and the fashion of my reaching the valley. But I
gave the owner of the meat a number of the stones I had by me,
so they all wished me joy of my escape, saying,
" By Allah a new
life hath been decreed to thee, for none ever reached yonder
valley and came off thence alive before thee ; but praised be Allah
for thy safety!" We passed the night together in a safe and
pleasant place, beyond measure rejoiced at my deliverance from
the Valley of Serpents and my arrival in an inhabited land ; and
on the morrow we set out and journeyed over the mighty range
of mountains, seeing many serpents in the valley, till we came to
.a fair great island, wherein was a garden of huge cam ohor trees
under each of which an hundred men might take shelter. When
the folk have a mind to get camphor, they bore into the upper
part of the bole with a long iron ; whereupon the liquid camphor,
which is the sap of the tree, floweth out and they catch it in
vessels, where it cmcreteth like gum; but, after this, the tree
The Second Voyage of Sindbad the Seaman. 31
dieth and becometh firewood.1 Moreover, there is in this island a
kind of wild beast, called "Rhinoceros," 2 that pastureth as do
steers and buffalos with us ; but it is a huge brute, bigger of body
than the camel and like it feedeth upon the leaves and twigs of
trees. It is a remarkable animal with a great and thick horn, ten
cubits long, amiddleward its head ; wherein, when cleft in twain,
is the likeness of a man. Voyagers and pilgrims and travellers
declare that this beast called " Karkadan "
will carry off a great elephant on its horn and graze about the island and the sea-coast
therewith and take no heed of it, till the elephant dieth and its fat,
melting in the sun, runneth down into the rhinoceros's eyes and
blindeth him, so that he lieth down on the shore. Then comes
the bird Rukh and carrieth off both the rhinoceros and that which
is on its horn to feed its young withal. Moreover, I saw in this
island many kinds of oxen and buffaloes, whose like are not found
in our country. Here I sold some of the diamonds which I had
by me for gold dinars and silver dirhams and bartered others for
the produce of the country ; and, loading them upon beasts of
burden, fared on with the merchants from valley to valley and
town to town, buying and selling and viewing foreign countries
and the works and creatures of Allah, till we came to Bassorahcity,
where we abode a few days, after which I continued my*
journey to Baghdad. And Shahrazad perceived the dawn of
day and ceased to say her permitted say.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um livro que eu li - "S. Bernardo", de Graciliano Ramos



Graciliano Ramos (1892 - 1953), escritor brasileiro, natural de Quebrângulos, no estado de Alagoas. Começou por ser comerciante, e escrever para jornais. São Bernardo terá sido o seu primeiro romance de sucesso.  Foi publicado em 1934. Anteriormente tinha escrito Caetés (1933), onde se sente, ao que parece as leituras de Eça de Queirós. Depois escreveu Angústia (1936), e Vidas Secas (1938), o seu romance mais famoso. Escreveu ainda Histórias de Alexandre (1944), Insónia (1947), um livro de contos, e ainda dois livros de memórias, Infância (1945) e Memórias do Cárcere (1953).

Acabei de ler São Bernardo no sábado passado, dia 5 de Março. É um romance interessantíssimo, contado na primeira pessoa, por Paulo Honório, um indivíduo de cerca de cinquenta anos, de origem humilde, que à custa de muito esforço, e poucos escrúpulos, se consegue alcandorar a fazendeiro importante na sua terra. Um casamento com uma senhora pobre, mas com uma educação superior é um fracasso, que acaba com o suicídio da esposa. As crises políticas e económicas dão cabo da sua fortuna, e o Paulo Honório, talvez por se sentir um ignorante, e querer ultrapassar essa situação, ou por querer mostrar que percebe os erros que cometeu, resolve contar a sua história. O resultado é admirável. A reconstituição da vida do Nordeste é fortíssima, atingindo uma grande vitalidade. A construção do enredo, a linguagem utilizada estão muito apropriadas. Dizem que Graciliano Ramos se afastou neste romance da influência de Eça de Queirós, e se integrou nas tradições do romance brasileiro, com destaque para Machado de Assis.

Li o livro na edição do livro de bolso da Europa-América, onde tem o número 336. Pedi o livro emprestado na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um livro que eu li - Stephen Vizinczey - Verdade e mentira na literatura

Acabei hoje de ler Truth and Lies in Literature (Verdade e Mentira na Literatura), de Stephen Vizinczey. Li na tradução portuguesa, de Maria José Marques Figueiredo. O livro é de 1986, e a tradução de 1992, numa edição da Editorial Presença - Biblioteca de Textos Universitários. A introdução é de Christopher Sinclair-Stevenson, que Vizinczey refere nos Agradecimentos (vêm logo ao princípio do livro) como seu director e editor, e que seleccionou e ordenou o material para este livro. Este tem 258 páginas, incluindo o índice. O exemplar que li é da Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, cota VZN 82.09.

Gostei muito. Julgo que posso classificar este livro como de crítica literária. Ou sobre teoria da literatura. Agrupa uma série de escritos do autor analisando livros sobre autores famosos. Mas começa com um prólogo de que consta Os Dez Mandamentos de um Escritor, publicado no Writer's Monthly, em Julho de 1985. O resto do livro está dividido em cinco partes: 1) França, 2) Alemanha, 3) Sexo, Sociedade, Política, 4) Rússia, 5) O Que Mais Importa. Termina com uma nota sobre o autor.

A parte sobre a França agrupa doze artigos, que a seguir indico, com o título e a data onde foram publicados:

1 - A Razão por que a Literatura Inglesa não é suficiente. The Sunday Telegraph, 14 de Agosto de 1977. A propósito da publicação pela Penguin de La Peau de Chagrin e de Contos Escolhidos, de Balzac, chama a atenção para a importância do estudo de outras literaturas que não a inglesa.

2 - Humilhando Rousseau. The Sunday Telegraph, 18 de Janeiro de 1976. A propósito da publicação do livro The Making of a Saint: the Tragi-Comedy of Jean-Jacques Rousseau, J. H. Huizinga (Hamish Hamilton).

3 - Um dos Muito Poucos. The Times, 11 de Maio de 1968. Trata-se de um ensaio sobre Stendhal, na minha opinião estupendo.

4 - O Archote de Génio de Stendhal. Stendhal: The Education of a Novelist, por Geoffrey Strickland (Cambridge). The Sunday Telegraph, 18 de Agosto de 1974.

5 - A Obra-prima inacabada. Lucien Leuwen, de Stendhal. Traduzido por H. L. R. Edwards. Apresentação de Geoffrey Strickland, The Boydell Press, 642 p.

(continua)


sábado, 23 de outubro de 2010

Alain de Botton - dois livros que eu li

Concluí há dias a leitura de How Proust can change your life. O mês passado li The Consolations of Philosophy. Gostei bastante de ambos. Li os dois em traduções portuguesas editadas pela Dom Quixote. Alain de Botton é um filósofo que procura praticar a filosofia de todos os dias.

O primeiro foi editado no original em 1997, e a tradução data de 2009. Esta foi da responsabilidade de Sónia Oliveira, e não me pareceu má. Mas há um aspecto que me parece importante. O livro contém várias transcrições de Proust e de outros autores, como por exemplo de John Ruskin, e não há indicação das obras de onde foram tiradas. Custa-me a crer que no original não existissem essas indicações. De qualquer modo Alain de Botton consegue dar-nos facetas humanas de Proust muito vivas, com observações muito interessantes sobre a produção de obras de arte, nomeadamente, claro, de obras literárias. O exemplar que li pertence à Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.

O segundo foi editado no original em 2000, e a primeira edição da tradução data de 2001. Li a quarta edição, que data de 2008. O exemplar que li é meu. A tradução é da responsabilidade de Joaquim N. Gil, com revisão técnica de Maria Olga Afonso dos Reis. Pareceu-me bem feita, em geral.  Há notas ao fim, índice remissivo e outras indicações interessantes. Nas transcrições de Montaigne falhou referir os números do volume, do ensaio e da página. É um livro de grande interesse. Aborda a vida e obra de Sócrates, Epicuro, Séneca, Montaigne, Schopenhauer e Nietzche, procurando mostrar as suas facetas humanas, o valor das suas obras, e mostrar a utilidade destas para a vida de todos os dias. 

Em ambos os livros, Alain de Botton atinge o objectivo de aproximar de nós, público em geral, matérias de elevado interesse intelectual. Usem o link acima para contactar o seu site e saber mais detalhes sobre a sua pessoa e o seu trabalho. 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Raul Brandão - Luz e Cor

Luz e Cor

(De Os Pescadores, de Raul Brandão)


O mar às vezes parece um véu diáfano, outras pó verde. Às vezes é dum azul transparente, outras cobalto. Ou não tem consistência e é céu, ou é confusão e cólera. De manhã desvanece-se, de tarde sonha. E há dias de nevoeiro em que ele é extraordinário, quando a névoa espessa pouco a pouco se adelgaça e surge atrás da última cortina vaporosa, todo verde, dum verde que apetece respirar. Diferentes verdes bóiam na água, esbranquiçados, transparentes, escuros, quase negros, misturados com restos de onda que se desfaz e redemoinha até longe. E ainda outros azulados, com a cor das podridões. Tudo isto graduado e dependendo do céu, da hora e das marés. Há momentos em que me julgo metido dentro de uma esmeralda, e, depois, numa jóia esplêndida, dum azul único que se incendeia. Mas a luz morre, e a luz agonizando exala-se como um perfume. É uma grande flor que desfalece. O doirado não é simplesmente doirado, nem o verde simplesmente  verde: possuem um alma delicada e extática.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Arte Poética - catacrese

Com este título apresentei um texto no Estrolábio no dia 6 de Setembro de 2010. Vejam se gostam, em estrolabio.blogspot.com/2010/09/arte-poetica- catacrese.html.

Lembro-me do José Torres

Com este título apresentei no Estrolábio, no dia 4 de Setembro de 2010, um post. Julgo que não me saí muito mal. Vejam: estrolabio.blogspot.com/2010/09/lembro-me-do-jose-torres.html.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um filme que eu vi - O Segredo dos seus Olhos

Fui ao cinema, ao agora chamado Medeia King (antes era só King). Vi El Secreto de sus Ojos (O segredo dos seus Olhos). Gostei imenso. O filme ganhou este ano o Óscar do melhor filme estrangeiro. É um filme policial, muito bem arrancado. A tensão romântica é grande, e a parte técnica está boa, tanto quanto consigo avaliar. Escrevi um texto para o Estrolábio: http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/o-segredo-dos-seus-olhos-de-juan-jose.html. 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Poesia - A Vamp



Era uma vez, sozinho, numa noite
Escura, cerrada, sem luar
Daquelas em que não há quem se afoite
A sair à rua, nem para ver o mar

Na varanda a fumar um cigarro
Cosido à parede, bem abrigado
Ao ver passar, lentamente, um carro
Ao volante uma vamp com ar chateado

Pensei que talvez procurasse alguém
Desci a minha escada a correr
E disse-lhe que procurava eu também

Deu uma gargalhada e respondeu
Que até preferia já ali morrer
Do que aturar um teso como eu


Ver Estrolábio, 23 de Agosto de 2010, http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/joao-machado-e-vamp-no-espaco-verbarte.html 

sábado, 21 de agosto de 2010

Uma rápida incursão em Madrid

A Helena Maria e eu estivemos em Madrid de 18 a 21 de Julho passado. Fomos participar numa reunião do projecto Eurostar, no qual participa a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson - APDPk, associação de que a Helena Maria é Presidente da Direcção. E fizemos algum turismo cultural e não só. Tinha estado em Madrid há já cinquenta anos. Gostei imenso.

Viajámos de comboio, no Lusitânia. Essa parte foi pouco agradável, pois fomos na carruagem cama, e não dormi quase nada. Mas entretanto escrevi para o blogue Estrolábio um texto resumindo os aspectos mais notáveis (pelo menos para mim) da nossa deslocação. Vejam em http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/uma-rapida-incursao-em-madrid.html.

sábado, 14 de agosto de 2010

A Peste, de Camus

Li A Peste, de Albert Camus. Trata-se de um livro notável, digo-o aqui apenas para enfatizar, porque é muito conhecido, mas talvez menos lido. Elaborei um texto curto sobre o livro e o autor, que enviei para o blogue Estrolábio, onde saiu ontem, dia 13 de Agosto de 2010 (http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/um-livro-que-eu-li-peste-de-albert.html). A minha leitura foi na Collection Folio, da Gallimard, numa edição de 1972, com 309 páginas.